sábado, 25 de julho de 2015

Pedro a caminho!

Oi Pedro! Aqui é a mamãe.  Ainda não te tenho em meus braços, mas quero te dizer uma coisa: você já é o maior amor que tenho na vida e faço tudo por você.




Sempre quis ser mãe cedo – penso que herdei esse desejo da minha criação, pois minha mãe me teve nova e me sinto privilegiada com tantos benefícios. Tudo foi acontecendo naturalmente, e por incrível que pareça, o destino conspirou a favor do nosso encontro. Em 5 anos tudo aconteceu. Conheci o Wilian, seu pai – que é maravilhoso! Somos muito diferentes, logo você perceberá... Mas isso nos completa, e cada pedra que encontramos em nosso caminho, estamos juntando e construindo um castelo! Nossa história vem seguindo passos bem tradicionais: namoramos, noivamos, compramos a nossa casa, casamos no civil e após no religioso. E aí, passando o casamento, um importante assunto veio em pauta: filhos! Sempre conversamos que iríamos ter logo após, e pouco antes da data da cerimônia eu já havia ido ao médico para me preparar. E então, numa conversa, pensamos em deixar acontecer... Visto que a maioria dos casais levava de meio ano a um para engravidar, pensamos ser um tempo ótimo para nos organizarmos melhor. Mas, deixar acontecer? Não foi bem assim. Decidido, pesquisamos todas as maneiras e tabelas para engravidar. E então, no mês seguinte, com um dia de atraso da menstruação, estava seu pai na farmácia comprando teste de gravidez.

POSITIVO!

Mas, será? O segundo risco deu tão fraquinho... Não acreditando, pedi que comprasse outro teste. E adivinha? Positivo novamente. Seu pai ficou surpreso e muito feliz ao mesmo tempo, e eu, não conseguia acreditar. Um misto de emoção com surpresa tomou conta de mim. Chorava e ria ao mesmo tempo. Será que estava pronta? Será que fui egoísta? Estava preparada para ser mãe? Só tinha certeza de uma coisa: você estava vindo e eu precisava me preparar. Tão esperado e tão amado já antes mesmo de sua concepção. 

Os dias seguintes foram marcados com felicitações e muita alegria (você é o primeiro neto nas duas famílias, primeiro bisneto dos meus avós, e primeiro tataraneto da minha bisavó – imagine a felicidade!). Ultrassons, exames de sangue, consultas ao médico, presentes em cinza, amarelo e branco, e muita – mas muita – pesquisa na internet. Uns dois aplicativos no celular, acompanhando a sua evolução a cada semana. Eu e seu pai até medimos na régua de vez em quando para saber seu tamanho. Não tive muitos sintomas (no início muito sono e azia), então às vezes era até difícil acreditar. Quando vimos sua imagem a primeira vez no ultrasson e ouvimos seu coraçãozinho, sentimos uma emoção tão grande... É inexplicável! E a cada ultrasson é uma nova surpresa, uma nova descoberta. Quando estava de 12 semanas, o dr. palpitou que estava vindo um menino (o que alimentava mais a minha suspeita, pois sempre que entrava em uma loja, amava tudo com a cor azul – e não mais me chamava a atenção para a cor rosa, que era tudo o que via antes da gravidez). Então aguardamos mais 3 semanas e tivemos a confirmação: Pedro a caminho!

Tão logo descobrimos e não esperamos: começamos a montar seu quartinho. Ah, o carrinho, bebê conforto e Moisés já estavam aqui em casa antes! Vovó Vivi começou os bordados na cor azul, e no meu aniversário, os presentes vieram quase todos para você (e eu adorei!). Meu mundo ficou mais lindo e mais azul!

Em meio a tantos acontecimentos, também tive algumas partes cinzas. Muita alteração de humor (mesmo explodindo de felicidade, minha vontade era de ficar quieta). Muito choro, irritação... Mas imagine: meu corpo e rotina mudaram completamente, e precisava me adaptar. Voltei a praticar exercícios após o terceiro mês (mamãe é jiu jiteira, e com todo cuidado e várias restrições voltou aos treinos, o que fez muito bem!), a azia sumiu, e quando estava tudo voltando ao “normal”, fui surpreendida com uma restrição a alimentos com glúten e lactose. Hoje encontramos muitas opções, mas os primeiros dias não foram fáceis. Passear nos corredores do mercado e ver que quase todos os alimentos que comprava não podiam mais entrar na lista. Mas não era o fim do mundo! Encontrei muitos outros que substituíam e estou me acostumando. Sabe o que é engraçado? Que tudo isso me deixaria bem mais para baixo se você não existisse. Chorei e fiquei triste, não vou negar. Mas você me motiva e me dá alegria. É meu primeiro pensamento e agradecimento do dia. E se alguém me pergunta, respondo que não tive sintoma nenhum! Poderia ter sido bem pior a adaptação da sua chegada em meu organismo – mas foi ótimo! Só tenho a agradecer!

E agora, no quarto mês, ainda emotiva, a barriga apontou, para felicidade do papai e da mamãe! Já colocamos músicas para você ouvir e relaxar, e a cada dia nos preparamos mais para a sua chegada e te dar o melhor que temos: AMOR! Queremos curtir cada momento, e esperamos ansiosamente seu primeiro chute (que possamos sentir, pois sabemos que você já é bem espuleta e faz a maior festa na barriga da mamãe!).

Obs: já sentia uma enorme vontade de escrever há muito tempo, e fui deixando ela de lado... Acredito que a leitura ficou extensa porque tinha muito sentimento acumulado para um “desabafo”. Mas vou guardar com carinho, e espero que um dia você goste de ler!

Com carinho, da mamãe que te ama muito.



Letícia